Histórico para o ‘Clientes’ Categoria

Afinal, o que faz o Arquiteto de Informação?

Thursday, December 20th, 2007

Pergunta de família

- Qual a sua profissão mesmo? E o que faz um Arquiteto de Informação?

Pensando nisso, Sílvia Melo, ex-companheira de trabalho e Arquiteta de Informação da Agência Click, resolveu criar um concurso cultural para saber como seria a sua resposta quando isso acontecer. Pra mim foi uma excelente idéia, parabéns para os Clickeiros.

Realmente parece ser fácil responder essa questão, mas não é tão simples assim, já começa pelo simples fato deles acharem que trabalhamos com computador, informática, quando na verdade o foco é comunicação.

Definir o termo já é difícil

Como disse neste post (EBA! EBA! O EBAI foi excelente) durante a primeira conferência de Arquitetura de Informação no Brasil onde tinha Arquitetos de alto nível e mesmo assim não conseguimos definir qual seria a definição de Arquitetura de Informação.

Minha Resposta no concurso

Estava inspirado no dia e respondi o texto abaixo, mas lendo depois, ficou muito grande.

Depende muito de o interlocutor ter uma noção de Internet, com isso explicaria de duas maneiras diferentes de acordo com a pessoa:

»SEM NOÇÃO DO QUE É INTERNET (ex.: minha vó):

- Sou Arquiteto de Informação vó, vou te explicar de outra maneira o que faço e a senhora vai entender.

- Hoje, por exemplo, podemos dizer que a Arquitetura do Natal está ótima.

- Temos os usuários, público-alvo que é a nossa família e amigos próximos, talvez este momento não fosse muito adequado para judeus que não comemoram o Natal.

- Temos um conteúdo, que são os presentes, árvore, músicas natalinas, pisca-pisca, comidas e bebidas típicas.

- Por fim vó, não podemos esquecer do contexto que é Natal, nascimento de cristo, troca de presentes, Papai Noel, aquele espírito natalino. Seria muito estranho fazer uma festa de Natal no contexto de uma festa junina.

- Então Vó, eu faço isso, só que em um site para Internet.

»COM NOÇÃO DO QUE É INTERNET (ex.: meu primo):

- Junior, Eu sou Arquiteto de Informação, faço toda a inteligência de um site, organizo e classifico o conteúdo, faço uma navegação adequada rápida e precisa, rotulo algumas informações e crio uma busca eficiente e que tenha uma boa classificação. Tudo isso pensando sempre no Usuário, Contexto e Conteúdo.

- Porém, tenho algumas “pseudo-profissões”, alguns dizem que sou Advogado, afinal sempre sou o defensor do usuário em relação ao Site.

- Outros falam que sou Analista de TI, por ter que entender um pouco de tecnologia e suas possibilidades e restrições.

- Um dia me chamaram de Designer, afinal, crio interfaces e faço alguns “desenhos” para o Diretor de Arte fazer o projeto gráfico final.

- Na outra empresa onde trabalhava disseram que eu era Biblioteconomista com foco digital, afinal tinha que organizar tudo.

- Uma vez conversando com um Engenheiro, ele me disse que tinha a mesma profissão que ele, porém o alvo era o meio digital. Falou-me que minha profissão tinha que fazer “engrenar” conteúdo, usuário e cliente, assim como na engenharia.

- Já o Arquiteto Civil não concordou e disse que tudo que eu fazia era totalmente ligado a Arquitetura.

- Na agência já perguntaram se era Analista de Marketing ou Publicitário, afinal trabalho muito em conjunto com essa área.

- Quando fui trabalhar na agência, a redatora de conteúdo perguntou se era Jornalista, pois tinha que levar a informação para o usuário de maneira relevante.

- Já a diretor de TI perguntou se eu era Ergonomista, falou que teve essa matéria quando ele fez Ciência da Computação e tinha muita coisa de Usabilidade que eu fazia.

- Depois de tudo isso, fui procurar um Psicólogo e depois de muita conversa, ela pediu para eu descrever o que fazia. Expliquei e como resposta tive a seguinte frase: “Que bacana, então você também é um Psicólogo, vejo que você tem que entender muito de comportamentos dos usuários e ajuda-os a solucionar.”

- Então primo, eu faço tudo isso e mais um pouquinho, mas denominaram que sou Arquiteto de Informação.

(UFA, ACABOU =D)

Mais 1 campanha com Internet e Celular, Ora Pois

Wednesday, December 19th, 2007

Agora foi a vez dos Patrícios

A eStara e a DraftFCB criaram a campanha integrando Celular e Internet para o Sporting, time da primeira divisão (sem piadinhas com o timão por favor) do Campeonato Português.

Técnico convida você para jogar

Você entrava no site do clube e fazia o cadastro, nome, e-mail e telefone. Depois rolava um vídeo onde uma pessoa fazia a lista de jogadores e viu que estava faltando uma. Nessa ele avisa o técnico do time que em seguida já pega o celular e faz uma ligação para o número que você cadastrou, que no caso seria para você mesmo, convidando para participar do jogo e só falta você.

Quem disse que Português é burro?

Como meu pai e avô que são da Ilha dos Açores, portugueses de raiz, “Não importa estares bonito ou feio, quero ver lucro”. Os resultados mostram que isso foi bem eficiente:

  • 200.000 chamadas em 2 dias
  • 610.00 visitas no site em apenas 2 semanas
  • 1.500 membros novos
  • E para finalizar com chave de ouro, ganhou o prêmio no Méribel Ad Festival

Fiquei imaginando o número de possibilidades de ações de marketing com esse cadastro.

Vídeo da Campanha

Dica: Pedro da eStara que fez a mesma campanha do post anterior

Voluntários do Sangue + Banco Real = Vale do Rio Doce

Monday, December 3rd, 2007

Carinha de um, fucinho do outro

Assim foi o que pensei quando vi a nova marca da Companhia Vale do Rio Doce, que agora será apenas Vale.

“Banco Real?”, “Será que o Banco Real, que acabou de ser vendida para o Santander(eca, trabalhei lá) comprou a Vale?”, foi o que me perguntei e logo depois mandaram em uma lista um link do Vonluntários do Sangue.

Logotivo Vale

A Defesa

O novo posicionamento e a nova marca da Vale foram criados pela empresa norte-americana Lippincott Mercer e sua parceira no Brasil, a Cauduro Martino. A Lippincott é líder em design e estratégia de branding e tem entre seus principais clientes Coca-Cola, General Electric, ABN-AMRO, IBM, Motorola e Rede Globo. A Cauduro Martino tem vasta bagagem em implantação de marcas, com clientes como Banco do Brasil, Unimed, TAM e Natura.

Quem fez tem bagagem enorme pra isso. E fizeram um trabalho bacana, na verdade o grafismo pode representa um coração, uma mineradora a ceu aberto ou a letra “V”.

As 10 maiores mentiras contadas pelos clientes

Friday, March 9th, 2007

por Rafael Dourado

1. Faça esse de graça que no próximo a gente se acerta.
Todo freelancer cai nessa quando faz o 1º trabalho, mas o 2º nunca vem. Ainda tem a desculpa: “é só para saber se você é bom mesmo”.

2. Pago quando receber a versão final.
Clientes antigos e confiáveis até podem ter essa liberdade, mas novos clientes… Vide o item 5. E mesmo que termine, pode dizer que não quer mais. E aí? Foi tempo perdido. Por isso contratos são indispensáveis.

3. Esse trabalho vai te dar muita visibilidade e gerar inúmeros negócios novos.
Isso pode até ser verdade de fato. O problema é que essa frase geralmente é usada como argumento para baixar (e muito) o preço. Se você já começa fazendo um mal negócio, as indicações chegarão querendo um acordo semelhante.

4. Bom, não sei se vou fazer o trabalho com você, mas deixe aqui seu material que vou conversar com meu parceiro/investidor/esposa/clero.
Duas situações possíveis: você não está falando com quem toma a decisão na empresa, ou você acaba de prestar consultoria para um concorrente. No primeiro, tente sempre falar com quem toma as decisões, caso contrário um telefone sem fio acontece e sua defesa já era. No segundo, o cliente liga para um concorrente seu e barganha preço, que vai poder cobrar mais barato, pois todo o trabalho criativo você já fez. Não deixe nada que você gastou horas para fazer na mesa alheia.

5. O trabalho não foi cancelado, só adiado. Mas em um mês ou dois eu entro em contato.
Resultado do segundo item. Pode ser uma desculpa para não pagar pelo trabalho feito até então. Se bater a curiosidade, ligue em 2 meses para descobrir quem ficou no seu lugar.

6. Pra quê contrato?
Para se resguardar de metade dos itens aqui listados.

7. Mande-me a conta quando o trabalho for veiculado.
Mentira para publicitário, não para webdesigners. Com o 1º a veiculação vem depois que o trabalho terminar, logo, deve ser pago. Com o 2º isso não acontece, pois depois que o site está no ar pode precisar de adaptações pelas exigências do servidor ou problemas de renderização.

8. O último cara fez isso por tantos reais.
Se o último cara fosse bom o suficiente o cliente não estaria conversando com você agora, não é mesmo? Cobre um preço justo e segure-o. Parasitas sempre irão existir em qualquer mercado, mas se o seu preço reflete a qualidade do seu trabalho, mantenha-o.

9. Nós só temos tanto para gastar.
Menos dinheiro, menos trabalho. Não abandone um cliente porque ele não tem o quanto você está cobrando, mas reduza os recursos. Aquela área inovadora que demorava 3 meses para fazer talvez possa esperar mais um pouco.

10. Estamos com problemas financeiros. Nós dê seu trabalho que assim que ganharmos dinheiro com ele te pagamos.
Já ouvi muita história sobre isso. Isso é, no mínimo, uma aposta com MUITAS chances de se perder. O cliente pode até de fato ganhar muito dinheiro com seu trabalho, mas como você vai saber? Você não tem controle sobre as finanças da empresa. Não sabe o quanto eles estão gastando e quanto estão perdendo. E você também tem suas próprias contas para pagar.